Um afloramento de águas termais de excepcional qualidade determinou, na viragem do século XV para o século XVI, a localização de um balneário e de uma nova povoação: caldas de Óbidos, mais tarde Caldas da Rainha. O pequeno território, que em 1511 foi demarcado e recebeu foro municipal autónomo, surgia na zona de fronteira entre o domínio dos coutos de Alcobaça e o grande concelho medieval de Óbidos.
Na ausência de qualquer factor natural que dificultasse a transposição dos limites administrativos por homens e bens, a nova povoação depressa se inseriu na malha social e económica dos dois conjuntos, tirando vantagem da própria situação fronteiriça. A presença de um grande hospital, atraindo gente de todo o Pais, colocou a vila recém-criada no cruzamento de vias de comunicação Norte-Sul e Leste-Oeste, e proporcionou ao seu mercado um notável dinamismo.